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Declínio das populações​

Abelha

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Entenda as causas da morte de abelhas e saiba como agir corretamente.

Doenças da lista da Organização Mundial de Saúde Animal

(OIE; https://www.woah.org/en/disease/diseases-of-bees/)

e outras que possam comprometer a apicultura nacional, a economia, a saúde pública ou o meio ambiente:

– Acariose (ácaro microscópico Acarapis woodi).
– Cria pútrida americana ou loque americana (bactéria Paenibacillus larvae).
– Cria pútrida europeia ou loque europeia (bactéria Melisococcus plutonius).
– Varroatose (ácaro Varroa destructor).
– Tropilaelapsose (ácaros Tropilaelaps clareae and T. koenigerum).
– Pequeno besouro das colmeias (Aethina tumida).

ATENÇÃO: Qualquer pessoa que suspeite ou tenha conhecimento da ocorrência de doenças de notificação obrigatória deve entrar em contato imediatamente com a unidade mais próxima do órgão executor das atividades de Defesa Sanitária Animal da sua região.

COMO AGIR:
Principais doenças e pragas:

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/arquivos-programas-sanitarios/doenca-das-abelhas-1.pdf


Pequeno besouro das colmeias:

https://www.gov.br/agricultura/pt- br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude- animal/NotaTcnica9Aethinatumida.pdf

Apis mellifera

– Cria pútrida americana ou loque americana
– Cria pútrida europeia ou loque europeia
– Cria giz
– Cria ensacada
– Cria ensacada brasileira
– Vírus da asa deformada
– Nosemose
– Acariose
– Mariposa da cera
– Varroatose
– Pequeno besouro das colmeias (Aethina tumida)

Abelhas sem ferrão
Em geral, sabe-se pouco sobre as doenças e pragas que afetam esse grupo de abelhas. Já foram detectados em abelhas sem ferrão:

– Cria pútrida européia ou loque europeia: causa a morte da cria em abelhas sem ferrão.
Nosema ceranae (causador da nosemose, não se sabe o efeito em abelhas sem ferrão).
– Vírus da asa deformada (não se sabe o efeito em abelhas sem ferrão).
Pyemotes tritici, um ácaro parasita que causa mortalidade das colônias. Detectado em Frieseomellita varia, Melipona colimana, M. asilvae, M. subnitida e Tetragonisca angustula. Também pode infectar A. mellifera. A infecção se dá por meio da transferência dos favos infectados e da manipulação das colônias.
– Forídeos: um dos principais problemas em abelhas sem ferrão, principalmente durante o manejo para troca de caixa racional.
Plega hagenella: inseto neuróptero que se reproduz nas células de cria de Melipona subnitida.

Para saber mais sobre doenças, acesse os links:

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/ManualdeDoencasdasAbelhaswebcomprimido.pdf

https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/educacao-sanitaria/files/cards/link_doencas_abelhas.pdf

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/arquivos-programas-sanitarios/doenca-das-abelhas-1.pdf

https://idaf.es.gov.br/ocorrencia-de-cria-putrida-europeia-no-espirito-santo

– Primeiramente, verificar a proximidade da aplicação de agrotóxicos do apiário/meliponário.

Apis mellifera: o raio de voo é estimado em 3 km, podendo ser menor ou maior (4-5 km) de acordo com a disponibilidade de flores na área.

– Para as abelhas sem ferrão o raio de voo depende do tamanho de seu corpo: abelhas pequenas como a jataí voam cerca de 600 m para coletar alimento, já abelhas maiores, como Melipona, podem voar entre 2 e 3 km.

– Se a aplicação ocorrer dentro do raio de voo das abelhas, fechar a entrada das colmeias para evitar a saída das abelhas e seu contato com flores contaminadas.

– É essencial manter a comunicação com outros apicultores e meliponicultores, assim como agricultores, para informar sobre as boas práticas agrícolas para evitar prejuízos às abelhas, e as boas práticas na instalação e manejo de apiários e meliponários em áreas próximas às culturas agrícolas. A responsabilidade é de todos! Saiba mais em:

– Doenças são causadas por microorganismos que infectam o corpo das abelhas.
– Pragas são organismos que causam danos ao se alimentar ou reproduzir nas colônias de abelhas.
– Parasitas, os quais se alimentam da hemolinfa (“sangue”) das abelhas, são considerados pragas.

Contato com abelhas e flores infectadas, bem como com materiais contaminados, a exemplo de partes da colônia (cera, favos ou discos de cria, potes de alimento, etc.), alimento (mel e pólen) e materiais de trabalho (formão, faca, alimentador, colmeia, ou seja, qualquer material utilizado para criar as abelhas).

ATENÇÃO: a movimentação de colmeias de abelhas, equipamentos utilizados em sua criação, cera e o transporte de abelhas (incluindo rainhas, cria e ovos) em todo o mundo espalhou a maioria de suas doenças para todas as áreas onde as abelhas são criadas. Assim, é extremamente importante a inspeção sanitária antes do transporte.

Contato com flores contaminadas, com alimento contaminado (néctar e pólen) ou mesmo contato direto com o agrotóxico durante a aplicação desses produtos nas plantas.

A morte por intoxicação é caracterizada por um grande número de abelhas mortas fora ou dentro da colônia, ocorrendo repentinamente com um quadro agudo, percebido em horas ou poucos dias. A situação geralmente é similar em várias colmeias de um mesmo apiário e meliponário. Já a morte por doenças ou pragas tende a ser mais gradual e os sintomas característicos de cada doença ou praga podem ser observados na colônia. Por isso é muito importante o monitoramento das colônias para que se possa avaliar a sua condição sanitária.

Uma população é um conjunto de indivíduos da mesma espécie que habita uma determinada área geográfica. Por isso, como resposta a essa pergunta, aqui encontram-se as causas que atingem não apenas as abelhas manejadas em apiários e meliponários, mas também as populações das diversas espécies de abelhas que habitam ambientes naturais. São fatores que muitas vezes podem atuar em longo prazo e, por isso, seus efeitos podem não ser percebidos pelas pessoas, pois as populações de abelhas vão diminuindo ao longo do tempo. Além disso, como as populações podem habitar áreas muito grandes, é difícil que se note uma diminuição na quantidade de abelhas sem monitoramento.
Assim, em se tratando de populações, as causas abaixo geralmente provocam o declínio das populações na natureza em um prazo de tempo maior e atuam em conjunto.

– Agrotóxicos: causam a morte imediata (efeito letal) ou não (efeito subletal). Quando seu efeito não é fatal, as abelhas podem ter seu comportamento e fisiologia alterados, levando ao enfraquecimento dos indivíduos e da colônia, e, em longo prazo, à morte.

– Doenças e pragas: esses organismos enfraquecem ou matam as abelhas.

– Nutrição pobre: a substituição das matas por cidades, pela agricultura e outras atividades humanas faz com que a diversidade de plantas diminua e, consequentemente, as abelhas passam a ter uma menor variedade em sua alimentação. Assim como os seres humanos, as abelhas precisam de variedade de pólen e néctar para suprir suas necessidade nutricionais.

– Desmatamento: o desmatamento leva à perda de habitat, ou seja, as abelhas perdem onde morar e o que comer.

– Mudanças climáticas: seus efeitos podem não ser imediatos e são mais difíceis de detectar e reconhecer. Uma das consequências é o ”desencontro” entre abelhas e flores, quando as flores surgem quando as abelhas não estão ativas e vice-versa, ocasionando perda de fontes de alimento para as abelhas e de polinização para as plantas. Além disso, as mudanças climáticas aumentam a frequência de eventos climáticos extremos, por exemplo, temperaturas muito elevadas ou muito baixas, secas ou chuvas intensas, o que prejudica as abelhas diretamente ou o pasto apícola.