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Conservação das

Abelhas

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Conheça práticas que ajudam a proteger e conservar as abelhas.

– O registro dos apiários/meliponários é o primeiro passo no desenvolvimento de um plano de manejo regional para vigilância e controle da mortandade de abelhas. Ao registrar seu apiário/meliponário, você contribui com os órgãos de defesa animal e para a visibilidade da atividade como setor produtivo.
– Sem o conhecimento da existência dos apiários/meliponários e do número de colmeias existentes nesses locais, não é possível monitorar a perda de colônias.
– Ações legais contra os causadores de mortandade de abelhas devem vir de apiários/meliponários legalizados.
– A partir do conhecimento da densidade e localização das abelhas, é possível projetar esquemas de amostragem válidos, prever a propagação de doenças e as áreas mais suscetíveis aos agrotóxicos, e projetar programas de inspeção para áreas de alto risco.

Cada estado tem um procedimento para o registro do apiário e meliponário. Entrar em contato com o órgão indicado na pergunta “Quem contatar ao observar um incidente de mortandade de abelhas?” para realizar o cadastro. Para alguns estados há informações específicas ou mais informações, ver abaixo.

Amazonas:

Bahia:

Ceará:

Mato Grosso:

Mato Grosso do Sul:

Pará:

Rio Grande do Sul:

Santa Catarina:

São Paulo:

Tocantins:

– Sim, existem plantas cujo néctar ou pólen que são tóxicos para as abelhas.
– Algumas delas são:

  • Rhododendron ponticum (rododendro; néctar tóxico para Apis mellifera, estudos feitos na Europa).
  • Sphatodea campanulata (espatódea; néctar tóxico para Apis mellifera e várias espécies de abelhas sem ferrão).
  • Stryphnodendron adstringens (barbatimão verdadeiro; pólen tóxico para Apis mellifera).
  • Azadirachta indica (nim; óleo é tóxico para Apis mellifera).

Saiba mais:

www.kew.org/read-and-watch/hidden-poison-rhododendron-nectar

https://doi.org/10.1590/1808-1657v72p5472005

doi.org/10.1093/jisesa/iev110

– Reduzir o uso de agrotóxicos (inseticidas, fungicidas e herbicidas).
– Utilizar agrotóxicos somente quando necessário, e de maneira correta, seguindo rigorosamente as instruções da bula.
– Quando utilizar agrotóxicos, não aplicar em flores, mas, se inevitável, aplicar nos horários de menor visitação pelas abelhas (varia de acordo com a estação do ano e localidade, observe).
– Plantar espécies diferentes, desde herbáceas, arbustos, até árvores. Focar em plantas ricas em pólen e néctar que florescem em épocas diferentes. Dê preferência a plantas nativas. Diversificar e aumentar as espécies de plantas ajuda as abelhas!
– Deixe plantas ruderais (plantas que crescem espontaneamente em locais perturbados, como terrenos baldios) crescerem. Muitas são fontes de recursos florais para as abelhas.
– Proteger árvores antigas: muitas têm ocos onde as abelhas podem construir seus ninhos.
– Deixe uma seção de solo nu, sem cobertura morta, bem drenado e protegido em uma área ensolarada para as abelhas nativas que nidificam no solo.
– Ensine outras pessoas sobre a importância de proteger as abelhas.
– Tenha um hotel para abelhas.
– Não crie espécies de abelhas que não ocorram naturalmente em sua localização: abelhas vindas de outras regiões podem trazer doenças, pragas e parasitas e competir com as abelhas locais.
– Não remova ninhos de abelhas nativas (abelhas sem ferrão) da natureza, é crime! Para adquirir um ninho, prepare um ninho armadilha ou compre de um meliponicultor local, registrado e autorizado a vender. Como preparar um ninho armadilha:

https://www.sema.rs.gov.br/upload/arquivos/201611/21110058-manual-para-boas-praticas-para-o-manejo-e-conservacao-de-abelhas-nativas-meliponineos.pdf

– Se for propriedade rural, manter as áreas de proteção ambiental, seguindo a lei.
– Essas áreas são importantes para as abelhas, pois fornecem alimento e outros recursos necessários para sua sobrevivência.
– Todos podem lutar pela conservação do meio ambiente, através da exigência da manutenção das áreas de proteção ambiental, visto que elas abrigam inúmeras espécies de abelhas.
– Estratégias mais específicas para proteção das abelhas podem ser encontradas em:

https://sindiveg.org.br/wp-content/uploads/2021/11/Manual_Boas_Praticas-WEB.pdf

É um programa do governo brasileiro para prevenir, controlar ou erradicar doenças das abelhas. Para saber mais, acesse o site:

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/sanidade-apicola

– São os principais polinizadores* na agricultura: no Brasil, 66% das espécies de animais polinizadores são abelhas. Além disso, polinizam cerca de 80% das plantas cultivadas no país. O valor monetário estimado da polinização realizada por animais para a agricultura é de R$43 bilhões (em 2018).
– Quase 90% das plantas silvestres dependem da polinização para sua reprodução e as abelhas também são importantes polinizadores dessas plantas.
– As abelhas Apis mellifera (na apicultura) e sem ferrão (na meliponicultura) são economicamente importantes, em atividades como:

  • Produção de mel, pólen, cera e própolis. Para A. mellifera também há a produção de apitoxina.
  • Produção de novas colônias para venda.
  • Venda de materiais para sua criação, como caixas racionais e iscas.
  • Aluguel para polinização.

– Criar abelhas pode ser uma atividade de lazer.
– As abelhas podem ser utilizadas como ferramenta na Educação Ambiental.
– As abelhas são importantes para que os Objetivos de Desenvolvimento. Sustentável sejam alcançados, como o objetivo “Fome Zero e Agricultura. Sustentável”, e contribuir para uma sociedade mais equitativa, por meio da apicultura e meliponicultura.

* Polinizadores: animais que carregam o pólen das anteras (parte masculina da flor) para os estigmas (parte feminina da flor), resultando na polinização. Após a polinização pode ocorrer a fecundação dos óvulos da flor, produzindo sementes que gerarão novas plantas.

Para saber mais:

– 1º Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil
Versão resumida:

https://www.bpbes.net.br/wp-content/uploads/2019/02/BPBES_PolinizacaoDigital.pdf


Versão completa:

https://www.bpbes.net.br/wp-content/uploads/2019/03/BPBES_CompletoPolinizacao-2.pdf

– Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ONU

https://brasil.un.org/pt-br/sdgs

https://link.springer.com/article/10.1007/s13280-020-01333-9/tables/1

– Abelhas, polinização e agricultura

https://editora.pucrs.br/edipucrs/acessolivre/Ebooks//Pdf/978-85-397-0658-7.pdf

– Utilizar apenas formões, facas, pinças e outros materiais desinfetados.
– Sempre realizar a desinfecção dos materiais entre uma colônia e outra, assim como entre apiários/meliponários.
– Para desinfetá-los lave os materiais com água e sabão, esfregando, e submerja em álcool 70%.
– Monitorar as colmeias regularmente, observando o tamanho populacional, a presença de cria, da rainha e de alimento e suas características, a presença de fezes e seu aspecto, a qualidade da cera e o comportamento das abelhas. Registre e guarde as anotações sobre cada colmeia, assim é possível identificar mudanças e antecipar problemas.